Entre outros desafios, o Partido dos Trabalhadores (PT) oferece a formação de consciência política em suas lideranças partidárias
Foto : Vinícius Rocha
Glênio Martins, coordenador do Partido dos Trabalhadores
A formação da consciência política é um dos passos primordiais para desenvolver movimentos partidários estudantis e tornar mais transparentes as reivindicações e ideais sóciospolíticos. Um dos mecanismos mais utilizados no percurso das lutas políticas é a militância, que reúne cidadãos com idéias e diretrizes bem definidas, contribuindo tanto para a formação, quanto para idealizar iniciativas de políticas públicas.
Para o coordenador do Partido dos Trabalhadores (PT) da região metropolitana de Belo Horizonte, Glênio Martins, de 27 anos, formar a consciência política das massas, é um dos maiores desafios do partido. Segundo ele, a participação da população jovem é fundamental nesse processo, considerada a mais ativa dentro de uma sociedade também mais preparada politicamente. “Questões sociais como drogas, aborto, redução da maioridade penal, temas mais polêmicos, são resultado de atuações de jovens políticos, que se desprendem do conservadorismo” declara.
Glênio falou também sobre o trabalho do Partido dos Trabalhadores na militância política. De acordo com ele, as atividades são divididas em duas etapas, uma burocrática que trata da organização do partido, em que é feita a organização das atuações em outros municípios para garantir a disputa nas eleições e cumprimento de calendários. A outra etapa consiste em ações políticas, de planejamento e, principalmente, quando o mesmo não está atuando diretamente em um município, organizá-lo como força opositora na fiscalização das ações de interesse da população.
Glênio disse, ainda, que, assim como outros partidos, o PT possui suas secretarias nacionais e estaduais e municipais de juventude, que buscam, através de filiações, inserir pessoas que procuram desenvolver trabalhos de representação e atuação nas reivindicações por melhorias e conquistas, dentro da filosofia de direitos dos cidadãos. “O PT atualmente possui 120 mil afiliados políticos, sendo que cerca de 30% são jovens. Destes, 3 a 4% são efetivamente atuantes, em direções partidárias e como candidatos. Os demais participam de forma mais tímida, em associações de bairros, sindicatos, grêmios e outros movimentos”, enumera.
De acordo com o coordenador, ao receber novos jovens filiados, é operado um curso de formação política, que além dos conceitos de socialismo, explica a filosofia política do PT, enquanto partido de esquerda. O objetivo é traçar as principais diferenças que este possui em relação aos partidos tradicionais. Para ele, no entanto, ainda falta, de certa forma, uma autonomia dos jovens partidários, aspecto que interfere na sua atuação. Glênio considera, principalmente, que os partidos de esquerda devem refletir mais sobre o processo de formação política, para tornarem a força jovem mais atuante nas lideranças partidárias.
Ouça abaixo trechos da entrevista com Glênio Martins
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