sábado, 10 de abril de 2010

Reforma é aprovada pela população


Para falar da história de cinema de rua como o Cine Brasil, é preciso saber, antes de tudo, da importância que um patrimônio histórico cultural tem. O advogado e jornalista Jorge Eduardo José Sales Lopes, de 69 anos, contou que, desde 1954 frequentava o cinema. Segundo ele, o Cine Brasil foi uma referência para a sociedade mineira, “point” de casais que apreciavam bons filmes. “Belo horizonte naquela época era mais saudável”, acrescenta. Ainda de acordo com ele, o resgate de um patrimônio cultural como este é um avanço para a sociedade.

Já a estudante Kelly Dayse, de 23 anos, diz que não teve oportunidade de conhecer o espaço, mas já que ouviu muitas histórias. Para ela iniciativas como essa são muito importantes para a sociedade. “O tipo de filme de cinemas de rua é diferenciado. Normalmente tratam de aspectos que trabalham o lado social, trazem mais emoção, e contam outras histórias, diferente do que se vê nos cinemas de shoppings”, opina. Ela disse ainda pretende freqüentar o novo centro cultural, por curiosidade, e pela localização central.


Foto: Vinícius Rocha

Kelly fala sobre o gosto pelo cinema tradicional

Ricardo Xavier, relações públicas, de 33 anos, fala que o aspecto tecnológico e o conforto das salas, hoje em dia, é um diferencial, além da diversidade de filmes em um só local. No entanto, para ele, o resgate de uma sala como o Cine Brasil inspira o respeito pela época que ele representou. “É um respeito, também, às pessoas que ainda se identificam e possuem a nostalgia do cinema como um lugar majestoso, imponente, um programa especial” declara. Ricardo disse, ainda, que o lugar em que está instalado o centro garante mais acessibilidade às pessoas, além de disponibilizar um espaço grande para outras manifestações culturais, que antes eram restritas ao Palácio das Artes e ao Sesiminas. “O Cine Brasil traz a Belo Horizonte um novo status no cenário da cultura nacional, que, de uma certa maneira, estava se perdendo”, critica.

Ouça abaixo trecho da entrevista com o advogado e jornalista José Eduardo Lopes



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