É sabido e notório que ha muito a indústria cinematográfica americana é a grande senhora das telas e das mirabolantes produções espalhadas pelo mundo. O fato é que na atualidade, essa hegemonia soberana invade cada vez mais as nossas casas, ocupando o espaço, claro com a nossa permissão, que poderia ser cedido as nossas culturas locais.
Especialistas dizem por aí que tal processo é resultado da onda do momento, a chamada globalização, que estabelece a quebra de barreiras entre as nações. Mas além de abrir as fronteiras econômicas e comerciais, faz com que cada vez mais tais nações percam suas próprias identidades e absorvam em larga escala as mais variadas culturas, sobretudo a americana.
O que chamou minha atenção para abordar este assunto sob o ponto de vista da indústria cinematográfica foi justamente por perceber a evolução deste processo paralelo a cultura de massa. O paradoxo surge no ponto em que há uma hibridização entre as culturas populares e de massa, onde a primeira é absorvida e absolutamente transformada pela segunda.
A crítica pode ser entendida ao nos depararmos com produções não comerciais, que por muitas vezes são produzidas com um baixo orçamento e, no entanto não são absorvidas no mercado mundial. Ainda que conte histórias capazes de impor um olhar sobre a realidade, será essa intenção, é exatamente evitar uma crítica, ou fica a mercê do telespectador?
Já dizia o falecido diretor de cinema Richard Brooks: “As imagens vêm primeiro, e com as imagens, como a música, a primeira reação é emocional." Especialistas concordam que a extraordinária popularidade do cinema obtida com o sistema de Hollywood entre platéias do mundo todo há mais de cem anos confirma essa verdade essencial.
É nesse contexto que se volta à questão da globalização. O poder emocional das imagens é traduzido facilmente entre as diversas culturas e faz dos filmes de Hollywood um dos maiores produtos de exportação dos Estados Unidos. “O cinema não é simplesmente entretenimento, é uma espécie de montanha-russa de emoções para platéias no escuro” dizia Brooks.

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