O grupo folclórico Aruanda comemorou no ultimo sábado seu qüinquagésimo aniversário. O espetáculo, que fez parte do projeto “Aruanda circula Belo Horizonte”, foi realizado em um palco montado em plena Praça da Liberdade. A apresentação contou com a participação de 14 músicos e 64 dançarinos, que proporcionaram ao público uma viagem pelas regiões do Brasil, contado sua histórias e diversidades culturais. O espetáculo contou também com a participação do poeta mineiro, Gonzaga Medeiros que narrou as danças apresentadas, o que trouxe ao público a oportunidade de conhecer e rebuscar em sua memória, crenças, valores e tradições regionais.
Foto by: Gerson Parreiras
Dança do Caiapó - origem indígena
Foi mais de uma hora de apresentação, que atraiu a atenção do público, tanto pela beleza quanto pela diversidade cultural trazida por meio das suas danças. Os ritmos, os estilos, os figurinos e a música mostraram a mistura étnica do país. Entre as danças apresentadas destacou-se o caiapó, de origem indígena, o carimbó, típica do norte brasileiro e o maracatu, dança de origem africana, que celebra a coroação do reis congos e homenageia a Nossa Senhora do Rosário. O grupo também apresentou outras danças como a dos “Vilões de facas” e da Festa do Rosário. Ao final das apresentações, o grupo foi aplaudido de pé pelo público que cantou parabéns pela comemoração dos 50 anos, liderados pelo poeta Gonzaga Medeiros.
A funcionária publica Solange Silveira, disse há muito tempo desejava conhecer o trabalho do grupo. “Fiquei muito grata quando minha amiga me convidou para assistir a apresentação do Aruanda. Estou encantada com o espetáculo”, declara. Para ela a cultura brasileira proporciona dentro da sua diversidade uma viagem pelos costumes. Para a bailarina e coreógrafa do grupo Dedete Mariano, o trabalho do grupo é uma oportunidade de manter vivas as tradições e as riquezas culturais do país.
Dedete, que faz parte do grupo ha 32 anos, fala do prazer de integrar o Aruanda. “Eu me sinto muito honrada e emocionada em fazer parte desta história, e de poder contribuir para preservar a cultura brasileira”, declara emocionada. Quem também não poupou o sentimento de orgulho, foi o diretor artístico do grupo Wagner Cosse. Para ele, o trabalho do Aruanda é o resultado de um compromisso com as tradições, os valores e as crenças de um povo. “Trazer para o palco um espetáculo como este, em que são preservadas as origens, é mostrar as riquezas culturais do nosso país, devolvendo a identidade nacional à sociedade.
Sérgio Cosse, diretor e presidente do grupo, falou sobre a dedicação para proporcionar um grande espetáculo. “Fazer parte do Aruanda é uma emoção constante e comemorar 50 anos sob minha gestão traz uma sensação confortável de missão cumprida” declara. Para o presidente, a morte do fundador do grupo, Professor Paulo Cesar Vale, que teria acontecido há 25 anos, um dia depois das comemorações oficiais, também é momento que marca a história do grupo. “São símbolos e emoções que fazem parte da nossa memória”, diz.
O grupo, que foi fundado em 1960, vem pesquisando, nos últimos 50 anos, elementos da cultura popular, tanto de Minas, quanto de todo o Brasil. Atualmente, são mais de cem danças pesquisadas e catalogadas, o que configura o grupo como um dos maiores representantes da cultura popular no país.